quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

: : D E V I R : :

Eu acredito que um dia vou voar...rs Ideia meio maluca, mas é fato...rs Em terra eu já dou umas voadas legais, fico imaginando quando voar realmente. tudo bem que voei a pouco, mas de avião...rs na janela pude me deslocar lá pra fora, nas nuvens, a cabeça longe, a mente sem parar um segundo, sensação boa, de vento na cara.

Vento esse que sinto toda vez que saio na moto, muitas vezes passo perto da praia pra sentir a brisa do mar, não é muito aconselhavel...rs mas por segundos fecho os olhos e deixo que o meu pensamento me leve.

Será que Icaro sentiu o mesmo? deixou o pensamento tão solto que o fez aproximar-se do sol fazendo cair, derreter a cera de suas asas?. Um raio não cai no mesmo lugar, mas Heráclito dizia que o lugar nunca é o mesmo, ele muda, estamos em constante mudança, o DEVIR.

: : i N v E r S ã O : :

                       As vezes acho que o mundo é invertido ou eu que inverto na minha mente e imaginação, porque será que por alguns momentos parece que tudo vira de cabeça pra baixo? talvez seja a rotação..rs Sei lá, tudo é possivel, ou não? Acredito que sim, o possivel ou inmpossivel somos nós que criamos, é que nem a perfeição, é o nosso conceito, eu penso, digo e falo o que acho possivel e fico quieto naquilo que considero impossivel.

                     Talvez ai meus medos surgem, meus desejos aumentem, minhas angustias sobressaem, mas qual o fundamento disso tudo? com que causa ou que consequência tem isso? O bom é que não temos controle sobre o tempo, ou como diz um amigo que a muito não vejo, o espaço de tempo. A graça está ai, não ter controle, esperar o inesperado, dar de cara com aquilo que vc quer ou não quer, escutar o que quer e o que não quer, ler, pensar, acreditar.

                     Eu gosto de estar onde estou, não falo geograficamente, mas mentalmente se podemos falar assim, gosto de pensar e "despensar" o que acredito, leio, ouço, gosto dessa inconstância do tempo, dessa coisa efêmera, do cheiro que passa, do acordar de novo, do próprio novo, do igual e mais ainda do diferente.

                    A inversão sou eu, que seja!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

: : QUEM? Quando? : :

Essa conversa ocorreu entre um jovem professor de filosofia e um camponês, num lugarejo da França rural.
-           O que o senhor faz? – indaga o camponês
-           Sou professor de filosofia.
-           Isso é profissão?
-           Por que não? Acha estranho?
-           Um pouco!
-           Por quê?
-           Um filósofo é uma pessoa que não liga para nada...
-          Não sabia que se aprendia isso na escola.
O texto em questão é do filósofo francês ANDRÉ COMTE-SPONVILLE, onde podemos concluir que só não filosofa aquele para quem já não é possivel pensar de modo algum. Pergunto: só pensa e reflete quem filosofa?

domingo, 30 de janeiro de 2011

: : Fênix, um retorno não sei de onde...kkkk : :

Tá na hora de colocar as as aranhas pra correr desse blog, afff...FAXINA geral aqui, e acabou esse negócio de ficar esperando inspiração chegar e blá blá blá...CHEGA DE DESCULPAS..kkkkkkk. Tô de volta.

Bom, amanhã começam as aulas, novas turmas, novos alunos, revendo os antigos e tantas outras novidades que cada ano se apresentam. Como é começo de algo, vamos falar de mudanças lou transformações, o que acham? Pois bem, esses dias li um comentário no Facebook da minha coordenadora Silvia onde ela colocou uma citação de Leonardo Boff do livro "A ÁGUIA E A GALINHA", quando li lembrei que tinha esse livro, bem interessante por sinal, todo o livro se baseia na metafora contada por um africano e vale a pena ser lida:

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha?!!! É uma águia!
De fato – disse o camponês. É águia! Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. Não, retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã...
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.
Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar...
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou.
Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...

E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus!
Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.(Autor: Leonardo Boff)
Então, quem você é, uma ÁGUIA ou uma GALINHA?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

: : Momento Calvin : :

Adoro esse menino, aproveitando o feriado preguiçoso, umas tirinhas pra refletir e rir também.




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

:: A mulher pode? Podeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ::

31 de Outubro de 2010, um dia que vai ficar marcado na história politica e especialmente na história das mulheres brasileiras, a primeira presidenta(fica estranho né? rss) do Brasil, Dilma Rousseff . Ao ver seu discurso ontem, fiquei pensando que deveria então fazer uma salada com uma filósofa que pessoalmente gosto muito que é Simone de Beauvoir (1908-1986), foi uma das grandes representates do existencialismo no mundo, uma mulher a frente de seu tempo, foi icone do movimento feminista, onde em 1949 publica o livro "o segundo sexo" (maravilha, eu indico como leitura) que foi o manifesto do feminismo onde propóe novas bases para o relacionamento entre homens e mulheres, viajou pelo mundo debatendo sua produção filosófica. Foi professora mas, seguindo seu impulso político, decidiu fazer parte da classe operária. Seus textos refletem suas experiências e suas intuições, bem como seu percurso pelo marxismo até a religião.
Ela e tantas outras fizeram história no mundo e ontem a Dilma começou a fazer a sua, desejo que o Brasil agora comandado por uma mulher tenha um olhar diferente como todas nós temos.

:: É "NÓIS" NA FITA ::

Era pra publicar ontem, mas o cansaço não deixou..rs Ontem ao fim das eleições recebi um email de um ex professor meu e atualmente colega de trabalho no Neves, Eudes Gurgel, falando sobre a nossa presidenta do Brasil, logo que recebi, pedi sua autorização para que o salada filosófica pudesse se deliciar com as palavras..rs Um bom DILMA a todos..rs (palavras de Eudes..rs)

Conseguimos, com trabalho, desgaste físico e emocional, quem se envolve sabe que enfrentará tal realidade, mais ao final - inicial devemos ver que valeu a pena. Elegemos o 40º presidente da República Brasileira, nesse caso a 40ª Presidente, estamos fazendo história, no Brasil somente depois de Erundina que como Prefeita de São Paulo fez uma política irrepreensível em termos de transporte público e educação pública tendo como Secretário de Educação o saudoso Paulo Freire, é que chega a vez de colocarmos alguém a altura - Dilma. E aí temos um novo fato novo que ansiava há bastante tempo, elegermos alguém que não é da classe política e sim que é uma administradora, trabalha com gerenciamento de projetos e de pessoas, deve ter um perfil bem mandão, mais isso não incomoda. Vislumbramos, também o momento em que se havia duas plataformas políticas bem presentes apesar de se justificar que não havia propostas e sim apenas ataques, as propostas estavam postas bastavam ser lidas, interpretadas, criticadas, mais talvez seja esse nosso péssimo hábito de não lermos ou fingirmos que o fazemos. Houve ataques e como houve, uso abusivo de retóricas conservadoras, ultrapassas que fogem a raia do absurdo do século XXI, sim, no entanto serviu para abrirmos os olhos para algo: é preciso que retomemos nossos projetos políticos educacionais trabalhar a capacidade de intepretação dos fatos históricos, dos acontecimentos, de contextualizá-los, de promover inserções e saber fazer analogias. Não podemos justificar, ainda, que temos, uma nova geração conservadora, temos sim uma juventude bastante desarticulada em termos de conhecimentos pois possuem informações suficientes mas não estão amadurecidos para analisá-las. Desde 1891 com nossa primeira Constituição Estado e Religião foram separadas das coisas de Estado, de política e no entanto as mesmas retornaram esses são pontos que a meu ver merecem bastante reflexão e principalmente ação no que tange a discussão do papel da escola, da educação como agentes formadores de opinião e preparadores para aqueles que um dia dirigirão nosso país quando partirmos.
Deixo aqui um Bom Dilma para todos e reflexão, também, para os nossos passos sejam como professores, educadores, formadores de opinião, seja como país, avós, tios, membros espirituais ou materiais.
Um BomDilma.
Atenciosamente,
Professor Eudes Gurgel